PeixesPeixe Mussum: O Peixe-Cobra Conhecido Por Pirambóia
O peixe mussum, também conhecido como pirambóia, é uma das criaturas mais intrigantes e versáteis que habitam as águas doces brasileiras.
Sou Anderson Alves, um pescador amador e entusiasta da rica biodiversidade dos rios brasileiros. Como redator do portal Itacaiú, tenho a sorte de viver e pescar nas margens do Rio Araguaia, em Goiás, na divisa com o Mato Grosso.
Imagem divulgação: Band Jornalismo
Aqui, onde as águas são ricas e generosas, já tive a sorte de capturar alguns exemplares da imponente Pirarara Gigante (Phractocephalus hemioliopterus), um peixe que sempre me fascinou, tanto por sua força quanto por sua beleza.
A Pirarara Gigante é um bagre impressionante, nativo das bacias dos rios Amazonas e Tocantins-Araguaia. É conhecida por seu tamanho robusto, podendo alcançar até 1,5 metros de comprimento e pesar cerca de 70 kg, como comprovado por capturas recentes.
Sua coloração vibrante, com dorso castanho, flancos amarelos e nadadeiras alaranjadas ou avermelhadas, torna-a um peixe admirável tanto para pescadores quanto para aquaristas.
Em agosto de 2022, Antônio Pedro Molinari, um empresário de Goiânia, estabeleceu um novo recorde mundial ao capturar uma Pirarara de 70 kg e 1,39 metros no Rio Xingu.
Este feito foi reconhecido pela International Game Fish Association (IGFA) em novembro de 2022, consolidando Molinari como uma celebridade entre os pescadores esportivos.
A captura ocorreu em uma viagem a uma comunidade indígena, onde Molinari pôde vivenciar a cultura local e participar de uma experiência única de pesca esportiva.
Outro exemplo notável ocorreu no Rio Madeira, onde Wladis Kucharski fisgou uma Pirarara de 70 kg e 1,5 metros, descrevendo a captura como “colossal” devido à resistência e força do peixe.
Esses feitos demonstram que, embora raros, exemplares de grande porte ainda são encontrados em nossas águas, destacando a importância da preservação desses ecossistemas.
Pessoalmente, tive o prazer de fisgar algumas Pirararas nas águas do Rio Araguaia. Cada captura é uma experiência única, marcada pela força do peixe e pela emoção de trazê-lo à superfície.
A Pirarara é um predador onívoro, que se alimenta principalmente de peixes menores, mas também inclui crustáceos e outros alimentos em sua dieta.
No Araguaia, as águas são ricas e oferecem as condições ideais para o crescimento desses gigantes.
A pesca da Pirarara exige paciência e respeito. As melhores iscas para pesqueiros incluem peixes vivos, salsichas e cabeças de tilápia, que atraem a atenção desse predador voraz.
Já nos rios, as iscas mais eficazes são cabeças de peixe, como piranha, mandubé, tuviras e lambaris. No entanto, é fundamental praticar a pesca sustentável, garantindo que essas espécies possam continuar a prosperar nas águas brasileiras.
A preservação da Pirarara é crucial não apenas para manter a biodiversidade, mas também para assegurar que futuras gerações de pescadores possam desfrutar da mesma emoção que sentimos ao capturá-la.
A Pirarara pode atingir até 1,5 metros de comprimento e pesar até 70 kg, como observado em capturas recentes nos rios Xingu e Madeira.
A maior Pirarara Gigante do mundo foi pescada em agosto de 2022 no Rio Xingu, Mato Grosso, pelo empresário goiano Antônio Pedro Molinari.
Este exemplar impressionante media quase 1,4 metro de comprimento e pesava cerca de 70 kg, estabelecendo um novo recorde mundial.
Antônio, um entusiasta da pesca esportiva, perseguia esse objetivo há quase uma década. A captura ocorreu após um convite de indígenas da comunidade Morená, que relataram a presença de peixes excepcionais na região.
A luta durou apenas 1-2 minutos, mas resultou na maior Pirarara do mundo já registrada, superando o recorde anterior de 1,3 metros e 40 kg.
A Pirarara é onívora, alimentando-se principalmente de peixes menores, mas também inclui crustáceos e ocasionalmente vegetais em sua dieta.
O peixe Pirarara gigante é uma espécie da Amazônia que, apesar de seu tamanho impressionante, não representa perigo para os seres humanos.
A piraíba, por outro lado, é conhecida como o ‘peixe ruim’ em Tupi e é o segundo maior peixe de água doce do Brasil, após o pirarucu.
Existem relatos de ribeirinhos sobre piraíbas engolindo pessoas, embora não haja confirmação científica desses casos. Os rios amazônicos abrigam muitos mistérios, e a piraíba é parte desse fascinante ecossistema.
Infelizmente, devido à pesca excessiva, os exemplares maiores dessa espécie estão se tornando cada vez mais raros.
É importante respeitar esses gigantes aquáticos e desfrutar dos rios com responsabilidade e segurança.”
A Pirarara é nativa das bacias dos rios Amazonas, Tocantins-Araguaia e também pode ser encontrada em outros rios da Amazônia, como o Rio Madeira e o Rio Xingu.
A Pirarara cresce rapidamente nos primeiros anos de vida, podendo alcançar cerca de 40 cm em um ano. No entanto, atingir seu tamanho máximo pode levar vários anos, dependendo das condições ambientais e da disponibilidade de alimento.
Sim, é possível criar uma Pirarara em aquário, desde que o aquário tenha no mínimo 5000 litros e ofereça as condições adequadas de água, alimentação e espaço.
A Pirarara se alimenta de uma variedade de peixes menores, como lambaris e tilápias, que são abundantes em seu habitat natural.
Para atrair uma Pirarara, use iscas que simulem presas naturais, como peixes vivos ou partes de peixes. Pesque em áreas de correnteza moderada e durante a noite, quando elas são mais ativas.
A Pirarara pode alcançar até 70 kg, com registros de capturas nesse peso nos rios Xingu e Madeira.
PeixesO peixe mussum, também conhecido como pirambóia, é uma das criaturas mais intrigantes e versáteis que habitam as águas doces brasileiras.
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